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Reservaram esta página para eu
me apresentar.
Sem falsa modéstia, vamos lá.
"Trago no sorriso Simpatia" e no meu nome também.
Devo esse nome ao Aldir Blanc, mais precisamente a um de seus personagens,
o Esmeraldo. "Nasci num botequim, caí do céu", no Carnaval de 1985, e "no mar
de Ipanema eu me batizei". Naquele Carnaval, o grande Chico, poeta, fantasiado
de profeta, previa: "Vai passar nessa avenida um samba popular...".
Você pode ter certeza, se Ipanema ainda tivesse paralelepípedos, certamente
eles teriam se arrepiado da mesma forma que se arrepiaram os foliões que me
acompanharam em meus primeiros passos. "É geral, todo mundo de amarelo e lilás..."
Me vestiram com essas cores, dizem, por conta do inconsciente coletivo que as
teria buscado inspiração no Engov. Desde então, uma vez por ano um(a) grande artista
se utiliza delas e me presenteia com uma bela arte para a minha camiseta. São tantos
que eu não deveria citar o nome de nenhum. Mas não posso deixar de lembrar do meu
amigo José Cruz, autor da primeira, a minha "camisinha de pagão". (É, já nasci espada
e uso camisinha desde pequeno....)
A primeira frase que aprendi foi o meu grito de guerra: "alô burguesia de Ipanema,
olha o Simpatia aí, people". Nesse dia, o do primeiro desfile, estavam comigo meus
padrinhos: Dona Zica e Albino Pinheiro; e a minha primeira musa, a Isabel do Vôlei.
De lá pra cá "quando chega o Carnaval em Ipanema ... o samba invade a praia e rouba
a cena" dando vez ao reinado de Bussunda, meu Rei Momo. Tem sido assim. “Nos braços
dessa gente apaixonada”, "a cidade é nossa em fevereiro e convida o mundo inteiro,
vem sambar..."
Quando completei 15 Carnavais comemorei com um CD da melhor qualidade. Com um naipe
de artisitas de primeiríssima, gravei os sambas que já cantei na rua, levando alegria,
bom humor e prazer para todos aqueles que gostam de samba - esse "produto sensual da
natureza" - e de carnaval de rua com direito a "loura de fio dental", "mulata me
maltrata", "morena, meu tesão", "chega pra cá meu bem e descola um carinho", “um chope
gelado, um amor inesperado"..." E muito mais.
Enfim, sou filho de Ipanema. Como a "nossa eterna estrela", Leila Diniz, sustento
a tradição de raça e irreverência desse "pedacinho do Sudeste" da nossa maravilhosa
Cidade Maravilhosa. ”Sou carioca da gema”. Mais do que isso, minha alma é carioca.
"Sou cria do Rio de Janeiro, de Pixinguinha, Cartola e Noel." Por isso, eu peço a
você: "onde tem samba e alegria, manda me chamar que eu vou".
Agora, no meu 20º Carnaval, você não pode faltar. "Quem ficar parado pode se arrepender
, se embole com a gente e venha curtir o prazer". Nos vemos lá.
Simpáticas saudações, em amarelo e lilás.
Bloco Carnavalesco Simpatia É Quase
Amor. |
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